Blog de apoio ao grupo Critical-MAC da unidade curricular de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação (UA)

17
Mar 10

Avaliar é uma tarefa complexa e por isso tem sido uma preocupação constante por parte de todos aqueles que a têm de executar nos mais variados contextos. Não existem modelos perfeitos de avaliação nem por acaso nenhuma avaliação será justa.


Na tentativa de corrigir alguns desvios de participação nos blogs (conscientes ou não) no espaço de tempo calendarizado para a UC (pensando em 7 de Março) negociou-se uma nova proposta de avaliação à UC de MAC que mediada pelo diálogo síncrono e assíncrono foi adoptada por todos.


Contudo, hoje, depois do trabalho administrativo da contagem de post, sou da opinião que seria mais interessante analisar a regularidade do que a frequência. Seria muito mais perceptível e proveitoso se nos sentássemos à mesa, à velha moda antiga, para discutir e reflectir sobre o que queremos fazer. Se houve ou não corrida aos posts, se houve ou não caça às pepitas, se houve ou não … fica ao critério de cada um!


Confesso a minha falta de paciência em reescrever o que está escrito, em reafirmar o que está dito! Afinal o devia ser de carácter livre passou a ser obrigatório, o que devia ser autêntico passou a ser uma falsidade e o que devia ser limitado passou a ser dilatado.


É como o velho ditado diz: “cada um puxa a brasa à sua sardinha”.


Recordo-me que uma das observações feitas na apresentação da proposta de intervenção do grupo Critical Mac era a de que a avaliação não deve se pensada no fim do processo sob pena de se enviesarem ou inviabilizarem objectivos do próprio trabalho.


Pensando assim, eu falhei, nós falhámos. Mas, então, porque não o fiz(emos)?


Uma lição vivida: “In business as in life – you don´t get what you deserve, you get what you negotiate”    ( Chester L. Karrass)


Fizemos um bom “negócio”?


 


5 comentários:
Sandra subscrevo a afirmação “a avaliação não deve se pensada no fim do processo sob pena de se enviesarem ou inviabilizarem objectivos do próprio trabalho.” Conscientes disso, pois o desconhecimento das regras do jogo era total para todos, o Grupo CILL teve como preocupação central ao apresentar as suas propostas, valorizar ao máximo todas as intervenções/participações nos blogs, afim de ninguém se sentir/ficar prejudicado/injustiçado. Contudo dada a subjectividade existente neste tipo de avaliações alguns fios balanceadores poderiam ser frutíferos, no sentido de conhecermos a opinião de cada um dos grupos. Penso que toda a discussão foi produtiva, podemos de uma forma mais consciente avaliar sem estarmos restringidos a uma tabela.
Quanto à tua pergunta “Fizemos um bom “negócio”?” Não sinto que se tenha realizado um negócio.
iaraujo a 17 de Março de 2010 às 16:09

Pois eu sinto que foi feita uma negociação e que esta, enquanto processo, foi positiva. No entanto, não sinto o mesmo em relação aos resultados finais atingidos, em especial no que toca à avaliação da participação, pois sinto nos centrarmos mais em em aspectos de forma e menos de conteúdo.
Na minha perspectiva a participação online depende do interesse percebido da ferramenta para os resultados do trabalho, ou seja, as ferramentas serão mais utilizadas quanto mais estas se apresentarem como um veículo para a obtenção dos objectivos propostos.
O que me parece é que cada grupo utilizou maioritariamente o skype para as suas reuniões de trabalho. No entanto, uma vez que esta não permite registar o histórico, não é possível que esta participação seja reflectida para fins de avaliação, embora esta possa ter sido elevada e significativa. Penso que em situações futuras teremos de arranjar formas de partilhar com o grupo as discussões que se foram realizando de forma isolada, o que permitiria mais facilmente avaliar a evolução e negociação das ideias que deram origem aos resultados apresentados na sessão final e, por consequinte, avaliar a participação online.
Fica aqui o meu desabafo porque, de facto, senti muito mais necessidade das sessões skype e da partilha na wiki dos resultados, do que na participação no blogue. O tempo é limitado e, por vezes, temos de fazer opções. penso que o trabalho ficou a ganhar.
sara-petiz a 17 de Março de 2010 às 20:29

Partilho totalmente destas inquietações Sandra. Acredito que a nossa reunião presencial potenciou o processo de negociação, e possibilitou a construção colaborativa dos critérios e parâmetros de avaliação (proposta apresentada no blog do mundomac). Quem esteve presente sabe o esforço que nós fizemos para a “brasa não ser puxada para a sardinha de ninguém”. Depois de definirmos os critérios e de recebermos o feedback dos professores, não percebo o motivo pelo qual os critérios voltaram a ser negociados, diria mesmo, redesenhados. Sinceramente, espero não ser por uns posts a mais…

A lição que me fica é de evitar definir os critérios de avaliação após a realização das actividades. A negociação da avaliação é um processo essencial e enriquecedor, mas neste andar da carruagem é desmotivante e perde-se, até mesmo, o carácter responsável que circunscreve o processo avaliativo.

Sinto que tentamos negociar, mas, de facto, não “fechamos negócio”.
Ticiana Tréz a 17 de Março de 2010 às 17:12

Partilho totalmente destas inquietações Sandra. Acredito que a nossa reunião presencial potenciou o processo de negociação, e possibilitou a construção colaborativa dos critérios e parâmetros de avaliação (proposta apresentada no blog do mundomac). Quem esteve presente sabe o esforço que nós fizemos para a “brasa não ser puxada para a sardinha de ninguém”. Depois de definirmos os critérios e de recebermos o feedback dos professores, não percebo o motivo pelo qual os critérios voltaram a ser renegociados, diria mesmo, redesenhados. Sinceramente, espero não ser por uns posts a mais…

A lição que me fica é evitar deixar para definir os critérios de avaliação após a realização das actividades. A negociação da avaliação é um processo essencial e enriquecedor, mas neste andar da carruagem é desmotivante e perde-se, até mesmo, o carácter responsável que circunscreve o processo avaliativo.

Sinto que tentamos negociar, mas, de facto, não “fechamos negócio”.
ticiana a 17 de Março de 2010 às 17:16

Algumas notas suscitadas pela leitura do post e dos comentários:
1) "Na tentativa de corrigir alguns desvios de participação nos blogs (conscientes ou não) no espaço de tempo calendarizado para a UC (pensando em 7 de Março)". O dia 7 de Março corresponde ao final da componente lectiva da UC. No entanto, uma vez que decidimos partilhar a responsabilidade da avaliação convosco, pareceu-nos sensato incluir a participação nos blogs até ao dia 17 para efeitos de avaliação porque a discussão/colaboração se iria prolongar e iria incidir sobre temáticas que julgamos interessantes e intimamente relacionadas com os conceitos que temos vindo a discutir. A avaliar pelos posts julgo que não estávamos enganados.
2) "a avaliação não deve ser pensada no fim do processo sob pena de se enviesarem ou inviabilizarem objectivos do próprio trabalho". A avaliação não foi pensada no fim do processo, foi pensada antes do início da disciplina e foi publicada no programa disponibilizado na primeira sessão presencial da UC. O que fizemos foi dar-vos a responsabilidade de discutirem critérios e parâmetros de forma livre e sem a nossa interferência. E não nos vamos desviar um milímetro dessa estratégia.
3) "Fizemos um bom “negócio”". Não consigo responder a essa pergunta por várias razões que podemos discutir depois.
4) No que diz respeito aos comentários ao post , a questão de valorização de determinadas ferramentas em função de objectivos é, de facto, relevante. Mas, por outro lado, a avaliação deve fundamentar-se em dados a que todos tenhamos acesso. E isso não se verifica com a interacção mantida nessas ferramentas síncronas. Mas é um bom tema para investigação ;)
lpedro a 17 de Março de 2010 às 22:50

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