Blog de apoio ao grupo Critical-MAC da unidade curricular de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação (UA)

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Mar 10

Avaliar é uma tarefa complexa e por isso tem sido uma preocupação constante por parte de todos aqueles que a têm de executar nos mais variados contextos. Não existem modelos perfeitos de avaliação nem por acaso nenhuma avaliação será justa.


Na tentativa de corrigir alguns desvios de participação nos blogs (conscientes ou não) no espaço de tempo calendarizado para a UC (pensando em 7 de Março) negociou-se uma nova proposta de avaliação à UC de MAC que mediada pelo diálogo síncrono e assíncrono foi adoptada por todos.


Contudo, hoje, depois do trabalho administrativo da contagem de post, sou da opinião que seria mais interessante analisar a regularidade do que a frequência. Seria muito mais perceptível e proveitoso se nos sentássemos à mesa, à velha moda antiga, para discutir e reflectir sobre o que queremos fazer. Se houve ou não corrida aos posts, se houve ou não caça às pepitas, se houve ou não … fica ao critério de cada um!


Confesso a minha falta de paciência em reescrever o que está escrito, em reafirmar o que está dito! Afinal o devia ser de carácter livre passou a ser obrigatório, o que devia ser autêntico passou a ser uma falsidade e o que devia ser limitado passou a ser dilatado.


É como o velho ditado diz: “cada um puxa a brasa à sua sardinha”.


Recordo-me que uma das observações feitas na apresentação da proposta de intervenção do grupo Critical Mac era a de que a avaliação não deve se pensada no fim do processo sob pena de se enviesarem ou inviabilizarem objectivos do próprio trabalho.


Pensando assim, eu falhei, nós falhámos. Mas, então, porque não o fiz(emos)?


Uma lição vivida: “In business as in life – you don´t get what you deserve, you get what you negotiate”    ( Chester L. Karrass)


Fizemos um bom “negócio”?


 


Partilho totalmente destas inquietações Sandra. Acredito que a nossa reunião presencial potenciou o processo de negociação, e possibilitou a construção colaborativa dos critérios e parâmetros de avaliação (proposta apresentada no blog do mundomac). Quem esteve presente sabe o esforço que nós fizemos para a “brasa não ser puxada para a sardinha de ninguém”. Depois de definirmos os critérios e de recebermos o feedback dos professores, não percebo o motivo pelo qual os critérios voltaram a ser renegociados, diria mesmo, redesenhados. Sinceramente, espero não ser por uns posts a mais…

A lição que me fica é evitar deixar para definir os critérios de avaliação após a realização das actividades. A negociação da avaliação é um processo essencial e enriquecedor, mas neste andar da carruagem é desmotivante e perde-se, até mesmo, o carácter responsável que circunscreve o processo avaliativo.

Sinto que tentamos negociar, mas, de facto, não “fechamos negócio”.
ticiana a 17 de Março de 2010 às 17:16

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